Mateiros

Mateiros fica localizada na região leste do Estado do Tocantins, a 310 km da capital, Palmas, é referência na produção do artesanato em capim dourado. A cidade recebeu este nome em função da grande quantidade de veados mateiros encontrados na região.

Conhecer Mateiros é uma oportunidade de se deparar com cenários cinematográficos, passeando por lugares como as trilhas e mirantes da Serra do Espírito Santo; vislumbrar as inigualáveis Dunas em tons dourados e alaranjados; tentar afundar, sem sucesso, em vários fervedouros; além de renovar as energias com um banho nas águas cristalinas, verde-esmeralda, da Cachoeira do Formiga. Ainda em Mateiros, não deixe de visitar a bela e majestosa Cachoeira da Velha, assim como a Prainha do Rio Novo.

É na zona rural do município que está localizado o Povoado Mumbuca, comunidade remanescente de quilombo onde se originou a produção das peças com esta matéria-prima.

■ PONTOS TURÍSTICOS

# 1 Artesanato em Capim Dourado
Artesanato típico da região do Jalapão. Feito em capim dourado que é a haste de uma flor branca da família das sempre-vivas, cientificamente conhecido de Syngonanthus niten. São mais de cinquenta produtos feitos a partir do capim dourado, e entre as principais peças estão bolsas, pulseiras, potes, brincos, chapéus, mandalas e enfeites de todos os tipos.

A arte de trabalhar o Capim é passada de geração a geração nos locais onde se originaram, como Ponte Alta, Novo Acordo, Santa Tereza, Lagoa do Tocantins e no Prata, além das já citadas Mumbuca e Mateiros, todas na região do Jalapão, sendo importante fonte de renda para muitas famílias.

# 2 Cachoeira da Velha
No rio Novo, é a maior cachoeira do parque e uma de suas maiores atrações. Tem grande volume de água cristalina mesmo na época da estiagem – entre maio e setembro – em duas quedas em formato de ferradura com cerca de 100 metros de largura e 15 de queda livre. Olhando de cima e conforme o ângulo, o formato lembra o mapa do Brasil. Conta com uma passarela e um mirante de onde se pode contemplar a cachoeira e a mata ao redor e, dando sorte, um pouco da fauna local. O banho não é permitido por questão de segurança, já que é um grande volume de águas revoltas.

# 3 Cachoeira do Formiga
O nome é por causa do rio Formiga. É uma queda pequena que forma um poço grande de águas em tons esverdeados que lembram esmeralda. A água é muito transparente e mesmo no lugar mais profundo pode-se ver a areia calcária branca e fina. Ao redor dessa piscina natural, a vegetação é exuberante e lembra a mata atlântica, com palmeiras, samambaias e muitas árvores com bichos pulando pra lá e pra cá. Como outros encantos do Jalapão, fica em propriedade particular e paga-se pela visita. Também é permitido acampar.

# 4 Dunas do Jalapão
Surgiram a partir da erosão das serras rochosas da região ao longo do tempo, e são a segunda razão pela qual a região é chamada de deserto a outra é a baixa densidade demográfica. As dunas são um espetáculo natural cuja altitude varia de 200 a 400 metros, de onde se descortina a bela paisagem de areias que refletem a luz solar em variados tons de dourado mesclado com o azul dos rios e, aqui e acolá, do verde da vegetação rasteira típica da região e dos buritizais que vicejam à beira de nascentes. Das dunas se pode avistar a Serra do Espírito Santo, as veredas de capim dourado e os lagos que são como oásis no meio do deserto. Objetos encontrados ali indicam que o lugar já foi o fundo de um oceano. Assim como no mirante da serra, o nascer e o por do sol são espetáculos à parte, que compensam qualquer dificuldade para se chegar às dunas.

# 5 Fervedouro do Ceiça
O Fervedouro do Ceiça encontra-se em Mateiros. Como o terreno é frágil o atrativo possui um limite capacidade de carga. Só é permitido no fervedouro seis pessoas por vez, com tempo máximo de permanência de 20 minutos. Os visitantes podem esperar numa pequena estrutura de apoio no local.

# 6 Mirante da Serra do Espírito Santo
Oferece um vista deslumbrante e privilegiada a quem vence o desafio de subir a serra por trilha e chegar lá. Saindo de Mateiros, são cerca de 30 km de estrada arenosa até a serra, onde começa a trilha íngreme de cerca de 500 metros. Ela conta com corrimão em alguns trechos e pontos de paradas com banquinhos para respirar e repor as energias. Caso o visitante tenha optado pelo passeio de manhã, é preciso sair bem cedo, por volta de 4 horas, por dois motivos: primeiro, porque a temperatura ainda está amena; e segundo, porque a grande recompensa é ver o nascer do sol lá de cima do mirante, tendo abaixo a natureza intocada e toda a exuberância do verde cortado por rios, riachos e lagoas que oferecem praias naturais de areias brancas e finas. Se a escolha for pela tarde, o melhor é esperar o sol declinar um pouco e sair lá pelas 16 horas, quando o calor é menos intenso, mas sem descuidar de proteger a pele e se hidratar. A recompensa nesse caso é ver o sol se por, lançando raios avermelhados sobre as dunas de areias cor de laranja.

# 7 Parque Estadual do Jalapão
São 34 mil km² de área de preservação ambiental, com temperaturas médias de 30°C, e entrecortados por uma imensa teia de rios, riachos e ribeirões, cachoeiras, e nascentes de água cristalina. Muitas dessas nascentes são chamadas de fervedouros, por causa do borbulhar constante que torna impossível o banhista afundar. O parque também é rico em dunas de areias alaranjadas, serras e chapadões de onde se pode avistar a paisagem com vegetação rasteira que mistura cerrado, campina e matas de galeria. É possível viajar durante dias pelo parque avistando somente animais típicos da região como lobos-guarás, emas, raposas, gambás, papagaios, araras muitos outros animais que compõem a fauna típica local. Pode-se praticar trilha, canoagem, mergulho e outros esportes radicais.# 8 Mumbuca

Reconhecida como quilombola pela Fundação Palmares é uma espécie de grande família que se originou de remanescentes de quilombolas e indígenas que habitavam a região. A base da economia local é o artesanato de capim dourado e a agricultura familiar, em que homens e mulheres têm papéis bem definidos: eles cuidam do cultivo das roças e as mulheres da colheita e da fabricação de farinha de mandioca.

# 9 Prainha do Rio Novo
O Rio Novo tem muitos bancos de areia na margem, mas a mais conhecida e visitada é essa. Fica logo abaixo da Cachoeira da Velha e impressiona pela brancura da areia e transparência da água, que forma uma espécie de piscina natural translúcida rodeada pela mata virgem, num ambiente de muita paz e calmaria. Impossível resistir ao convite para um mergulho. Mas, cuidado: o rio tem fortes correntes subaquáticas que exigem cautela.

#  10 Rafting no Rio Novo
É uma das atividades mais praticadas pelos adeptos do turismo de aventura que visitam o Jalapão. O rio oferece grandes corredeiras propícias também a outros esportes radicais com canoagem e boia cross. O rafting dura cerca de três horas rio abaixo e é preciso contratar o pacote por uma agência de viagens que deve disponibilizar equipamentos, guias experientes e garantir a segurança no trajeto.

# 11 Trilha na Serra do Espírito Santo
Íngreme e considerada a trilha mais difícil da região, tem extensão de 34 km até chegar ao mirante da serra, passando por grandes blocos de rochas arenosas cuja erosão, ao longo de 150 milhões de anos, deram origem às dunas do Jalapão. A dificuldade da subida é recompensada pela vista esplendorosa da paisagem, especialmente do por do sol. A trilha tem trechos demarcados e alguns com cordas que servem de corrimão. A descida também precisa de cuidados por causa da grande quantidade de pedras soltas e é bom que seja feita antes do anoitecer.

■ COMO CHEGAR

De Carro:
n/d

De Ônibus:
Terminal Rodoviária de Palmas
Endereço: Av. Hélio, 125 – Plano Diretor Sul, Palmas – TO

De Avião:
Aeroporto Brigadeiro Lysias Rodrigues
Endereço: Av. Joaquim Teotônio Segurado, s/n – Plano Diretor Estação Sul, Palmas – TO
(63) 3219-3700

■ MAPA DA REGIÃO