■ INFORMAÇÕES
DIPLOMA LEGAL DE CRIAÇÃO: Dec nº 50.744 de 8 de junho de 1961
ENDEREÇO / CIDADE / UF / CEP: Cx Postal, 35 – Piripiri/PI
TELEFONE: (86) 3343-1342 / 3276-1863 / 9422-6502
■ SOBRE O PARQUE NACIONAL
Situado a nordeste do estado do Piauí, nos municípios de Piracuruca e Brasileira (oficialmente em Piracuruca), o Parque Nacional das Sete Cidades possui uma área de 6.221,48 ha com um perímetro de 36 Km.
O Parque foi criado com o objetivo de preservar ecossistemas naturais de grande relevância ecológica e beleza cênica, possibilitando a realização de pesquisas científicas e o desenvolvimento de atividades de educação, interpretação ambiental, turismo ecológico e recreação em contato com a natureza.
A maior parte da flora encontrada no parque é típica de cerrado, com espécies como murici, cascudo, lixeira, bacuri, pequi e pau-terra, avistadas com facilidade. Nas manchas de caatinga encontram-se juazeiros, juremas, aroeiras e cactos, como o xique-xique e a coroa-de-frade.
Há manchas de matas ao longo do curso dos rios e das nascentes, onde são comuns o pau-d`arco e a embaúba. Nessas áreas crescem ninféias, plantas aquáticas que vivem nos espelhos d`água das piscinas e lagos naturais e que dão um toque especial à paisagem.
Bioma: Caatinga
Área: 7.700 hectares
Objetivos Específicos da Unidade: Conservar uma área dominada pelo cerrado, com elemento de Caatinga e Floresta Latifoliada, sua diversidade ecológica, suas potencialidades, seus recursos genéticos, seus recursos hídricos, suas pinturas rupestres e outros objetos de herança histórico-cultural.
Antecedentes Legais: As pesquisas arqueológicas na região se desenvolveram em data posterior a criação do Parque Nacional de Sete Cidades. Mas em 1928, o austríaco Ludwig Schwnnhagen, visita as Sete Cidades, descrevendo-as como ruínas de uma cidade fenícia, que teria sido fundada há 3 mil anos.
Aspectos Culturais e Históricos: A primeira notícia oficial sobre Sete Cidades, data de 9.12.1886, denominada então as "Sete Cidades de Pedra". As formações espetaculares encontradas no Parque, foram interpretadas por visitantes e pesquisadores de diversas maneiras, mas nenhuma das interpretações foi comprovada cientificamente. Historiadores brasileiros consideram que a área teria sido habitada pelos índios da nação Tabaranas, das tribos dos Quirirus e dos Jenipapos. O território destes índios abrangia uma área que se limitava ao norte pela região costeira, a oeste pelo rio Parnaíba, ao sul pelo rio Poty e a Leste pela Serra da Ibiapaba. O magnífico conjunto de monumentos geológicos foi trabalhado pela natureza ao longo de milhares de anos através de erosão pluvial e eólica. As pinturas encontradas nas paredes rochosas com tinta avermelhada atestam a passagem do homem pré-histórico pela região.
Clima: Clima complexo, com seca variável, tanto no tempo como no espaço. O regime desta região acha-se intermediário entre o regime tipicamente tropical do Planalto e o regime chamado de mediterrâneo da costa oriental. A temperatura média é de 24 a 26° C com amplitude anual fraca. A precipitação média é de 1.200 mm anuais, semi-árida.
Relevo: O relevo da área demonstra uma superfície pediplana anterior com altitude variando entre aproximadamente 450 m com testemunhos isolados, cônicos e tabulares que apresentam altitudes de 100 a 300 m aproximadamente. É um relevo típico das bacias sedimentares.
Vegetação:Pode-se apresentar o Parque de Sete Cidades como área de transição Cerrado/Caatinga com predominância de espécies típicas de Cerrado acompanhado de manchas de Campos Abertos Inundáveis e Matas Ciliares. Do ponto de vista florístico, ocorrem na área espécies características de formações tais como a Caatinga e Floresta Decídua, principalmente Cerrado.
Fauna: A fauna deste Parque, pelo menos originariamente, deveria ser mais rica do que aquelas encontradas no cerrado típico, uma vez que deveria abrigar espécies de outras comunidades, porém muitas das espécies já desapareceram da região. Com a proteção da área do Parque a sua fauna poderá recompor-se, já que existem nas redondezas as formações vegetais encontradas no seu interior. As espécies da fauna mais expressivas encontradas na unidade são: veado-mateiro, tatu verdadeiro, onça suçuarana, mocó, jacú, iguana, paca, tamanduá-mirim, cutias e répteis.
Benefícios da Unidade para o Entorno e Região: A unidade preserva extenso acervo arqueológico, pois no Brasil o estado do Piauí tem o mais extenso acervo, superando em qualidade e quantidade o da região de Lagoa Santa, em Minas Gerais. Além disso mantém a produção hídrica da região e promove a educação ambiental na região.
Usos Conflitantes que Afetam a Unidade de Conservação e seu Entorno: Não disponível
COMO CHEGAR
Vindo por Teresina na BR-343, chegando no Posto Petecas, em Piripiri-PI, segue-se pela BR-222, sentido Fortaleza, e 10 Km depois, no Km 64, pega-se a entrada para o Parque. Vindo de Fortaleza pela BR-222, entra a direita no Km 64.
ONDE FICAR
Dentro da Unidade de Conservação tem um Abrigo-Hotel com 12 apartamentos com ar e TV. Fora do parque também existem outras opções de hotéis ou pousadas.
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